Artigos - Hipnose - Da Magia à Ciência

Nas culturas antigas, a hipnose era usada na cura de doenças. Sua utilização era impregnada de magia e misticismo. Ainda perseguida por muitos devido principalmente ao completo desconhecimento de sua realidade ou por preconceitos completamente equivocados ligados a aspectos religiosos, a hipnose tem imenso valor em todos os campos, principalmente em complicados processos terápicos ligados a acontecimentos "esquecidos" pelo estado consciente da pessoa.

 

Entretanto, aos poucos, a sociedade começa a se acostumar com a idéia de que hipnose não é paranormalidade; o que era privilégio de poucos, a cada dia torna-se mais acessível o aprimoramento e o desenvolvimento de novas técnicas e métodos de hipnose clínica que possibilitarão dentro dos próximos anos, melhor qualidade de vida aos seres humanos.

 

A Hipnose Clínica cada vez mais vem se firmando como um importante instrumento no tratamento de diferentes diagnósticos. Muitas estão sendo as pesquisas que vem confirmando sua eficácia e eficiência nos mais diversos tipos de tratamento terapêutico. Diferentes foram os pensadores que através do tempo , buscaram respostas para as dificuldades humanas pela hipnose. Alguns enfatizando seus mistérios, outros mostrando sua simplicidade.

A hipnose causa furor entre as mentes avisadas e menos avisadas. A alguns causa espanto, a outros não passa de simples manifestações da mente. É certo que muitas coisas parecem inexplicáveis, talvez pelo fato de pouco conhecermos sobre a mente humana e seus efeitos sobre o corpo. Inexplicável muitas vezes pela falta de conhecimento, criando assim conceitos distorcidos sobre esta ferramenta chamada Hipnose. Cada pensador acaba criando um conceito, e a partir disso, segue uma linha de raciocínio tendo esta como verdade.

A forma como cada indivíduo responde aos estímulos apresentados é diferente, única e individual. Assim como aqui, a hipnose é trabalhada de forma única e individual, dependendo de cada paciente. Cada problema, doença ou dificuldade, aparecerá por motivos diferentes em cada paciente e por isso, há necessidade de um tratamento individual, sem regras e sem padronizar o ser humano, descartando a idéia de enquadrá-lo em técnicas prontas, dando a impressão que todos têm os mesmos problemas pelos mesmos motivos.

 

A hipnose nada mais é que uma forma de comunicação, ou seja, uma forma de fazer comum, que provoca mudanças e transformações, levando o indivíduo à prática do pensar sobre si mesmo e por si mesmo.

 

Com esta comunicação pode-se produzir os fenômenos ditos da Hipnose, como regressão de idade, hiperamnésia, analgesia e outras. Dependendo também do sistema orgânico de cada um, a Higiene Mental (familiar, social e do trabalho) adquirida, suas aprendizagens, pensamentos, apreensões e articulações obtidas durante sua vida.

 

Como seres humanos, somos induzidos e condicionados desde o momento de nosso nascimento. Assumimos a capacidade de psicossomatização e crescemos sob a influência do meio ambiente em que vivemos. É sabido que doravante, a humanidade estará cada vez mais propensa à insegurança e ao medo constante, devido ao crescimento da hostilidade e da criminalidade que impera em nossa sociedade, fatos que certamente influenciam no comportamento humano. Por outro lado, a avalanche de informações que chegam pelos veículos de comunicação numa exploração do sensacionalismo,  tem-se aproveitado disso para ampliar de forma inconseqüente, o sexo, a violência, o medo e a insegurança na população, utilizando-se de ferramentas indutoras na forma de desenhos animados, filmes, telejornais, novelas, etc.... e, cada vez mais a população tende a conviver com a ansiedade, estresse e depressão.

 

Dentro de todo esse contexto, a Hipnose Clínica surge para dar um pouco mais de esperança ao mundo moderno. Será com certeza  a medicina do futuro, resgatando a verdadeira essência da Vida, eliminando as impurezas da mente humana e possibilitando melhor qualidade de vida, servindo ainda como coadjuvante aos tratamentos convencionais da medicina, odontologia e psicologia.

 

UM POUCO DA HISTÓRIA DA HIPNOSE

 

Importância histórica de Mesmer:

 

"Mesmerismo" foi o nome dado às suas teorias que, apesar da tentativa de ridicularização feita pelo júri da Academia de Ciências de Paris na época de Luiz XVI, foram propagadas por todo o mundo, alcançando grande sucesso e subdividindo-se em várias escolas.

 

Franz Anton Mesmer, nascido na Alemanha em 1735 (ou na Áustria, em 1734, conforme Calazans), foi o delineador dos princípios básicos do moderno hipnotismo, que alteraram os fundamentos da medicina ortodoxa até nossos dias.

 

Sua tese de doutorado na Universidade de Viena (De Planetarium Influxu) abordou a influência dos planetas na saúde dos pacientes, partilhando essas opiniões com o famoso astrônomo Kepler e com o Doutor Angélico, pai da Teologia Católica, São Tomás de Aquino.

 

Para Mesmer, uma energia natural composta por fluidos invisíveis influencia o organismo humano, podendo até curar. E essa energia poderia partir até das mãos de um operador treinado, que seria chamado de terapeuta. Essa energia ele batizou de "Magnetismo Animal".

 

Sua entrada nesse estudo pode ter sido pela leitura das obras de Paracelso ou devido a sua surpresa com uma cura considerada milagrosa, operada por um nobre estrangeiro em sua esposa, utilizando um ímã encomendado ao astrônomo Maximiano Hell, ou  ainda, segundo outros autores, devido às curas magnéticas empregando ímãs, realizadas pelo padre Hell, por um outro jesuíta e pelos astrólogos da corte de Maria Teresa.

 

A importância histórica de Mesmer é indiscutível, apesar da conclusão contrária a suas teorias, apresentada pela comissão da Academia de Ciências, composta por alguns de seus membros mais notáveis: Antoine-Laurent Lavoisier (cientista conhecido como o pai da química moderna); Benjamin Franklin (inventor do pára-raios, cientista conhecido na área da eletricidade e diplomata respeitado); Jean-Sylvain Bailly (astrônomo conhecido pelos cálculos da órbita do cometa Halley e pelos estudos sobre os quatro satélites de Júpiter, estadista e Prefeito de Paris); Joseph-Ignace Guillotin (físico e político, inventor da guilhotina); Antoine de Jussieu (físico e botânico, médico pela Universidade de Montpellier, Diretor do Jardim das Plantas de Paris).

 

Mais tarde, a Academia de Medicina de Paris, conseguiu provar a verdade do hipnotismo, contribuindo para a recuperação do valor de suas idéias e possibilitando o aparecimento de diversos seguidores que difundiram o hipnotismo nas mais diversas áreas, permitindo dessa forma, trabalhos como o do sonambulismo de seu discípulo Puységur, as curas do Padre Gassner, os estudos do Padre Faria, as extrações dentárias sem dor feitas por Jean Etine Oudt, as curas de Elliotson (apesar de ameaçado pelo Conselho da Faculdade de Medicina de Londres), as operações cirúrgicas de James Esdaile na Índia, (que foram muito facilitadas pela força natural do misticismo do povo hindu) e muito mais até hoje.

 

Milton Erickson

Autor do "Princípio Ideodinâmico : " uma idéia é um ato em estadonascendi, ou seja, algo que vem de dentro ou uma resposta interior.” Erickson utilizou a hipnose de forma muito pessoal.

 

Ele partiu do princípio de que o transe hipnótico não é padronizado, ou seja, cada pessoa tem um processo diferente, a depender de seu arquivo inconsciente.

Concorda com Kubie na idéia de que durante a hipnose, o ponto de vigília que permanece consciente no indivíduo é suficiente para defendê-lo, acordando-o e passando-o para uma neurose experimental , não cumprindo a ordem sugerida.

 

 

Por que Freud abandonou a hipnose?

 

Freud considerou que a sugestão utilizada pelo hipnotizador acabaria sendo um instrumento que comprometeria a origem e a significação do sintoma dizendo : "Renunciei em pouco tempo à técnica da sugestão e, com ela, à hipnose, pois perdi a esperança de tornar os efeitos da sugestão suficientemente eficazes e duradouros para levar a uma cura definitiva... Em todos os casos graves, vi a sugestão que lhes fora aplicada reduzir-se a zero e ressurgir o mesmo problema ou algum outro.”

 

Tecnicamente, o motivo de sua renúncia à hipnose, foi a constatação por ele mesmo, de que não conseguia levar a maioria de seus pacientes ao estado de transe hipnótico, embora ele mesmo tenha confessado, diversas vezes, que "...o trabalho com a hipnose exercia um efeito real de sedução..."

 

A própria descoberta do fenômeno fundamental da psicanálise, a transferência, quando a paciente saltou em seu pescoço, foi interpretado inicialmente por Freud como efeito do elemento místico que está por trás da hipnose, levando-o a concluir que para isolar tal efeito deveria abandonar a hipnose.

 

Programação Neurolingüística (PNL)

 

Criada em 1975 por John Grinder e Richard Bandler, sendo o primeiro lingüista e o segundo matemático, ambos doutores em psicologia, a neurolingüística se preocupa com o desenvolvimento de métodos práticos e fáceis para que se alcance a excelência humana.Eles partiram do exame da linguagem hipnótica utilizada pelo psicanalista Milton Erickson para alcançar maiores estados específicos dentro da comunicação terapêutica.

 

Conforme relata o Dr. Flávio Calazans em seu artigo "A hipnose como heurística", as técnicas de hipnotismo e de auto-sugestão foram denominadas, no Brasil, de "Programação Neurolingüística". Este eufemismo, ainda segundo o Dr. Calazans, serve como sinônimo de hipnotismo às infrações jurídicas da proibição legal (Decreto-lei 51.009 de 22 de julho de 1961 e lei número 5.081 de 24 de agosto de 1961, parágrafo sexto).

 

Tomando por base o imenso poder mental existente no homem e a sua incrível forma de atuação, os seus idealizadores sempre evitaram perguntar por que as pessoas fracassam, mas sim: "Como fazem os que têm êxito?”.

 

Se a pergunta fosse : "Por que algumas pessoas têm êxito?", nossa mente trabalharia no sentido de formular uma teoria que nos daria uma explicação da causa, mas não nos ajudaria em quase nada.

 

Quando a pergunta passa a ser: "Como fazem os vencedores?", naturalmente estaremos estudando o processo do sucesso, tornando possível a formação de modelos básicos de excelência que possam ser seguidos por todos.

 

Assim, a PNL é basicamente a montagem de métodos eficientes, que nos permitam traçar planos eficazes para uma comunicação objetiva e útil, para que possamos atingir a nossa meta principal com total excelência.

 

O significado do nome PNL é:

  • P - programação - o cérebro funciona segundo seqüências que são aprendidas; essas seqüências constituem a programação;
  • N - neuro – ciência do cérebro, dos neurônios e dos neurotransmissores. Toda nossa ação ou pensamento significa atividade das conexões neurológicas, hoje detectadas por meio do eletroencefalograma;
  • L - lingüística – efeitos da linguagem oral, pessoal, sonora, com as modulações da sugestão, da persuasão hipnótica - é a estrutura e o modo de expressão do pensamento.

 

CONCEITOS PRELIMINARES DE HIPNOSE

  • Estado natural de consciência diferente do estado de vigília - ao chamarmos a hipnose de "estado natural de consciência diferente do estado de vigília", estaremos muito próximos do seu significado etimológico (estado parecido com o sono), como foi batizado por James Braid. Afinal, Hipno é a palavra do idioma grego antigo que significa sono.

 

  • Estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer às sugestões feitas pelo hipnotizador – significado do termo segundo o dicionário Aurélio.

 

  • Suscetibilidade ampliada para a sugestão, tendo como efeito uma alteração das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento apropriado – conceituação segundo Milton H. Erickson.

 

  • Estado alterado da consciência – conceituação polêmica, principalmente devido ao tom pejorativo do termo alterado.

 

  • Procedimento durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde sugere que um cliente, paciente ou indivíduo experimente mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos – definição segundo a American Psycological Association.

 

  • Seqüência interacional, experimentalmente absorvente, que produz um estado especial de consciência, em que automaticamente começam a ocorrer auto-expressões – conceituação segundo Gilligan.

 

  • Absorção da atenção do sujeito – definição prática do livro texto.

 

MITOS SOBRE A HIPNOSE

 

  • Hipnose é causada pelo poder do hipnotizador – naturalmente o hipnotizador deve ter o devido conhecimento e a força mental necessária à concentração no momento certo, mas isso não é suficiente. Para que a hipnose aconteça, existe a necessidade de um campo de interação e confiança, denominado "rapport".

 

  • O hipnotizador controla o desejo do paciente – nenhum paciente hipnotizado faz aquilo que não faria acordado, ou seja, ele só é capaz de fazer aquilo que considera inofensivo e, mesmo assim, se desejar.

 

  • A hipnose é prejudicial à saúde – desde que utilizada por profissionais competentes e bem intencionados, a hipnose não causa danos, devendo-se, apenas atentar para que a sua utilização não se dê por pessoas inescrupulosas.

 

  • Pode-se tornar dependente da hipnose – não existe qualquer tipo de dependência na hipnose.

 

  • A pessoa pode não voltar do transe, ficar presa nele – não é possível ficar preso ao transe. O transe profundo leva ao sono que, como qualquer sono, dura até o momento de acordar, que é natural a cada indivíduo.

 

  • O sono é a hipnose – a hipnose não é igual ao sono. É um estágio anterior ao sono, quando a pessoa está concentrada, com certo grau de consciência e podendo responder a comandos. É um relaxamento de forma alerta.

 

  • A pessoa fica inconsciente em transe – normalmente o hipnotizado mantém o seu estado consciente, apenas com a atenção focalizada. Ao aprofundar o transe, pode haver o desligamento da atenção vigilante. Apenas no transe profundo ocorre a amnésia total.

 

  • Hipnose é terapia – embora a hipnose tenha a facilidade de trazer alívio e paz, o que já serve para curar uma série de angústias e ansiedades, ela é apenas uma ferramenta utilizada nas terapias. A hipnose em si não é uma terapia.

 

  • Regressão e hipnose – pode ocorrer a regressão quando a pessoa entra em estado hipnótico, mas apenas em alguns casos. Quando o hipnotizado é uma pessoa muito ligada, pensativa, racional e controlada, a regressão é muito difícil de ocorrer, dificilmente entrará em um transe de médio a profundo, o que é necessário para a regressão.

 

  • Há perigos para a hipnose? – Ela pode ser realmente perigosa se aplicada indevidamente, ou seja, nas mãos de pessoa inescrupulosa ou sem cautela. Por isso exige a formação correta do profissional, o preparo e a habilitação reconhecidos para lidar com psicoterapia e um bom estudo da mente humana.

 

  • A hipnose realiza milagres – o que na hipnose pode parecer milagre, nada mais é do que o acesso a novas respostas interiores, em função da junção entre a motivação do paciente e a abertura às riquezas de cada um, em seu inconsciente.

 

  • A hipnose significa inconsciência – ao contrário de ficar inconsciente, o hipnotizado fica atento, prestando atenção a tudo o que o hipnotizador diz.

 

  • O hipnotizado revela seus segredos – o hipnotizado só fala aquilo que deseja. Ele terá oportunidade de lembrar de coisas há muito esquecidas, o que chamamos de hipermnésia, mas só falará se achar seguro.

 

  • E se houver a morte do hipnotizador durante o transe? – ao deixar de ouvir a voz do hipnotizador, o paciente interrompe o transe induzido ou pode até continuar um pouco, nas desperta em seguida. O transe pode se transformar em sono e, se assim for, o paciente acordará normalmentedepois de haver descansado um pouco.

 

 

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES

 

1 - O que é hipnose?

A hipnose é uma condição ou estado alterado de consciência, como o sono ou a vigília (estado acordado), caracterizado por um marcante aumento de receptividade à sugestão, de capacidade para modificação de percepção e memória, e o potencial para o controle sistemático de uma variedade de funções fisiológicas usualmente involuntárias.

 

Sendo assim, um profissional utilizando-se da hipnose pode, pela sugestão, alterar e adequar, em benefício ao tratamento de um paciente, os recursos internos do corpo e da mente, facilitando a cura, diminuindo ou eliminando os fatores que causam ou colaboram com a instalação da doença, e despertando a potencialidade orgânica e mental que está dormente e normalmente não é utilizada.

 

Desta maneira, todos os procedimentos convencionais utilizados no tratamento, tanto cirúrgicos, medicamentosos e outros, são facilitados e podem surtir um resultado maior e mais rápido, já que todo organismo trabalha a favor e com mais eficiência na recuperação.

 

A hipnose Clínica nada mais é que uma forma de comunicação, ou seja, uma forma de fazer comum, que provoca mudanças e transformações, levando o indivíduo à prática do pensar sobre si mesmo e por si mesmo.

Com esta comunicação pode-se produzir os fenômenos ditos da hipnose, como regressão de idade, hiperamnésia, analgesia e outras. Isso dependerá também do sistema orgânico de cada um, a Higiene Mental adquirida junto ao meio ambiente em que vivem suas aprendizagens, pensamentos, apreensões e articulações obtidas durante sua vida.

 

 

2 - O que é transe?

O transe é um estado altamente focalizado e intensificado da atenção, onde a realidade passa a ser apenas à proposta pelo hipnoterapeuta ou pelo próprio paciente. Determinado por uma alta atividade psíquica, onde diferentes pensamentos podem ser articulados a partir da realidade naquele momento. Todos os estímulos que antes do transe se faziam presentes deixam de "existir", para dar lugar  a apenas um, aquele que está ocupando toda a sua energia psíquica, a que sua mente está se detendo.

 

3 - O que é relaxamento?

Relaxamento é um estado de baixa atividade psíquica e orgânica. Pode ser considerado como uma meditação, a quase inexistência de pensamentos e o corpo sem atividades.

 

4 - Qual a diferença entre transe, relaxamento e hipnose?

O relaxamento é uma baixa atividade psíquica. O transe é um estado altamente focalizado de atenção, uma alta atividade psíquica, atenção direcionada, intensificada e pura. A hipnose é a ocorrência dos diferentes fenômenos do pensamento, que acontecem em intensidades diferentes dependendo da comunicação empreendida pelo hipnoterapeuta e pelo próprio paciente.

 

5 - Como funciona a Hipnose?

Caracterizada por um estado de profundo relaxamento onde o paciente mantém a lucidez e se mostra altamente responsivo às sugestões, pode -se observar que existe um aumento da capacidade de concentração. Esta concentração pode ser direcionada à execução de determinadas atividades orgânicas internas a nível até mesmo celular, aumentando e melhorando o trabalho destas células, glândulas, órgãos ou sistemas a favor de uma recuperação mais rápida e mais eficiente, e diminuindo os fatores que intensificariam esta doença.

 

Este mesmo recurso é conseguido à noite, ao dormir ou quando a pessoa está em repouso (convalescente). A atividade orgânica está diminuída, portanto, mais energia fica disponível para a recuperação e reposição de substâncias e estruturas do corpo; há maior concentração no trabalho e na atividade celular. A diferença é que na hipnose este recurso pode ser conduzido.

 

6 – Por que e como, durante o transe, o paciente consegue resolver seus problemas?

No dia-a-dia, estamos com nossa atenção dissipada, pensando em muitas coisas ao mesmo tempo; já  no transe, o paciente fica focalizado em apenas uma coisa em especial, percebe coisas que normalmente não perceberia, reconhece possibilidades de escolhas que o levarão à mudança.

 

7 - Quais são as contra indicações da hipnose?

A contra-indicação da hipnose está mais no hipnoterapeuta; se este não fizer um trabalho profissional, vindo de uma boa formação, poderá não ter controle sobre algumas situações. Como na hipnose o efeito da comunicação é muito mais intenso, é extremamente importante estar ciente do que se vai comunicar, e os impactos que isso pode ter no paciente.

 

O transe hipnótico é fruto de um processo psicofisiológico natural, não oferecendo riscos ao paciente, da mesma forma que o sono, o estado de vigília, o estado de meditação e o devaneio. Quando o tratamento é conduzido por um profissional habilitado e capacitado, e as sugestões são direcionadas de forma terapêutica, dentro de uma abordagem multidisciplinar, isto é, como apoio de um tratamento bem orientado por especialistas, só resulta em benefícios ao paciente.

 

Os riscos existem quando o paciente se presta a participar de shows e demonstrações, sem finalidades terapêuticas, e que normalmente são conduzidas por pessoas que se intitulam hipnotizadores, sem formação profissional adequada e não pertencendo à área da saúde.

 

8 - Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?

Dentro da realidade individual de cada um, é possível hipnotizá-la, porém, com algumas tem-se mais dificuldade ou até mesmo a impossibilidade, como por exemplo, pessoas embriagadas, pois tem dificuldade de focalizar sua atenção, assim como pessoas com deficiências mentais ou patologias como a psicose.

 

9 - Porque no tratamento com a hipnose os resultados são mais rápidos?

A rapidez dos resultados se dá basicamente pela forma de comunicação que é feita, e da disponibilidade do paciente em aceitar tais sugestões. Na hipnose, o paciente tem a possibilidade de chegar a estados profundos de percepção e mudança, que em vigília, apenas numa conversa não chegaria; desta forma a Hipnose Clínica possui grande importância dentro dos hospitais e clínicas especializadas, pois os pacientes já chegam propensos às mudanças.

 

10 - Qual a diferença entre a hipnose  clássica, a hipnoterapia regressiva e a educativa?

Na hipnose clássica, a forma de comunicação é mais direta, a comunicação é mais objetiva. Na regressiva, a comunicação é mais indireta e permissiva, levando em consideração a realidade do paciente, possibilitando novas aprendizagens, porém, é mais técnica. Na educativa são trabalhados os conteúdos humanos a serem desenvolvidos no processo terapêutico, o que o paciente precisa aprender, e como ele vai aprender para superar determinado problema.

 

11 - Qual a diferença entre o sono e o transe?

Durante o sono,quando o indivíduo está sonhando, tem-se uma alta atividade psíquica, muito parecido com o transe; a diferença maior é o controle que o indivíduo tem no transe, ou seja, o direcionamento dos seus pensamentos é feito de uma forma mais livre.

 

 

12 - Como a hipnose pode ajudar um indivíduo que está sendo pressionado no trabalho e não consegue lidar com isso, está com estresse e depressão?

Realmente o mercado de trabalho está cada vez mais agressivo e por isso, há  dificuldade das pessoas de lidarem com esse tipo de pressão, pois poucos foram aqueles educados para suportar tudo isso. As pessoas precisam de ajuda terapêutica, na medida em que não estão conseguindo lidar com suas dificuldades e problemas. Na medida em que não aprenderam no passado, conteúdos que permitam tornarem-se condutores da sua própria vida, agindo com possibilidades de escolhas perante a realidade.

 

A hipnose da forma que aqui é trabalhada, possibilita a aprendizagem desses conteúdos.

 

O estresse vem do próprio medo de não se conseguir fazer o que se está sendo pedido, com pressão, isso se torna mais caótico. A depressão é conseqüência disso tudo, pois uma pessoa com estresse tem uma diminuição na produção de serotonina, neurotransmissor que proporciona as sensações de prazer no corpo, por isso, a depressão.

 

A hipnoterapia poderá proporcionar a este indivíduo a lidar melhor com as dificuldades do dia-a-dia ,de uma forma mais segura, sabendo da sua capacidade e seus limites. Com os novos recursos que serão aprendidos, a hipnose clínica possibilita nesses casos o aumento da auto-estima no paciente, criando uma espéciede campo protetor para a normalização da serotonina. Havendo um equilíbrio emocional, o paciente não fica na dependência do terapeuta e pode controlar sozinho sua ansiedade, estresse, depressão, insônia e hipertensão, possibilitando melhora na qualidade de vida; este método será amplamente debatido durante este Curso.

 

13 - O que é a hipnoterapia? Quem pode fazer esse tratamento?

A Hipnoterapia é o trabalho terapêutico vivenciado através da hipnose. São utilizadas técnicas e instrumentos necessários para que o indivíduo busque por ele mesmo, ou com a ajuda do terapeuta, a solução para diferentes problemas.

 

É importante lembrar que não existe apenas uma forma de hipnoterapia.  Normalmente, cada hipnoterapeuta já vem de uma linha teórica da Psicologia, usando a Hipnose segundo esta forma de compreensão do ser humano. Desta forma, cada processo terapêutico será diferente e os resultados desse, também serão diferentes.

 

Qualquer pessoa pode se submeter a um trabalho de hipnoterapia; as restrições seriam pacientes em surto psicótico. Os pacientes alcoolizados e drogados têm uma dificuldade maior, na medida em que não conseguem focalizar sua atenção e ainda, pacientes com certas excepcionalidades, principalmente com lesões cerebrais.

 

14 - Quais são as indicações da aplicação da Hipnose Clínica?

Inúmeras são as indicações, dentre elas podemos citar algumas das mais utilizadas: Ansiedade, depressão e o pânico, vários distúrbios e transtornos provocados ou acentuados pelo estresse e um desequilíbrio emocional; nos distúrbios psicossomáticos, onde um fundo emocional pode ocasionar uma gastrite, asma, processos alérgicos, enxaqueca e vaginismo; no apoio ao tratamento do câncer, da AIDS; nos processos dolorosos, principalmente nas dores crônicas; na cardiologia no controle da hipertensão e outras cardiopatias; na ginecologia, na obstetrícia, o parto sem dor com um acompanhamento pré-natal com sessões de hipnose.

 

No preparo de pacientes com indicação cirúrgica, tanto no aspecto emocional como na potencialização da recuperação. Na odontologia como apoio nos tratamentos de pessoas com fobias, traumas; nos problemas relacionados a dores e disfunções da mastigação, bruxismo, dores da ATM; remoção de hábitos de chupar dedos e chupetas, e tratamentos odontológicos em crianças.

 

Na motivação e aumento da força de vontade; como apoio no alcoolismo, tabagismo e dependências químicas de forma geral. Na ajuda ao controle de peso. Na obesidade, impotência sexual, ausência de orgasmo, ejaculação precoce. Na preparação de estudantes aos vestibulares e concursos, melhora no desempenho geral de atletas, e muitas outras aplicações. Sua utilização vem se expandindo a um número cada vez  maior de profissionais e especialidades, onde os avanços nos conhecimentos aumentam a segurança e eficiência de sua aplicação, como forma terapêutica de apoio, dentro de uma filosofia moderna de tratamento multidisciplinar.

 

15 - Qual o objetivo da técnica hipnoterápica?

O objetivo é por meio da hipnose ou transe levar o paciente a um estado que não se chega a momentos de vigília ou sono, onde o paciente consegue fazer um recondicionamento mental. A hipnose nada mais é que uma forma de comunicação,ou seja, uma forma de fazer comum, que provoca mudanças e transformações, levando o indivíduo à prática do pensar sobre si mesmo e por si mesmo, o que depende também do sistema orgânico de cada um, da Higiene Mental adquirida durante sua vida, principalmente durante a infância (base da formação psicológica), suas aprendizagens, pensamentos, apreensões e articulações obtidas durante sua vida.

 

16 - Esse tratamento auxilia no combate ao alcoolismo, às drogas e à obesidade?

As pessoas estão sempre em busca de prazer, ou fuga da dor. Por afastamento e por aproximação vivemos toda a nossa vida; alguns dão mais ênfase à dor, outros ao prazer. Normalmente o álcool, drogas e obesidade são uma junção de ambos prazer e dor. O trabalho deve ser desenvolvido primeiramente no sentido de descobrir o que está levando aquele paciente, em especial a ingerir álcool, drogas ou comer em demasia. Procura-se, então, despertar outras formas de prazer. Às vezes, principalmente o adolescente, usa a droga e o álcool para chamar a atenção e normalmente a família é desestruturada e o filho é apenas um sintoma de uma família doente (nesses casos é importante um trabalho de conscientização e orientação junto à família, pois se existe influência do meio, poderá haver um novo recondicionamento mental, e a pessoa volta às fugas novamente, em alguns casos, até ao suicídio.

 

No caso da obesidade, que pode estar associada ao modo de vida ou a hereditariedade, temos também a influência da parte psicológica. Come-se por ansiedade, por medo, por angústia; come-se para se proteger de algo ou alguém. Come-se simplesmente por prazer, raiva, decepção amorosa e muitos outros motivos.

 

É necessário analisar o que leva este paciente em especial, a comer da forma que o faz. Busca-se em sua história de vida, através da análise pré-hipnose, conteúdos, pensamentos e aprendizagens que o levam a comer exageradamente.

A partir do diagnóstico, é possível traçar estratégias de mudança, possibilitando ao paciente perceber que existem outras formas mais saudáveis de conseguir o que se quer, sem precisar ingerir alimentos freneticamente, debilitando o corpo e a mente e ferindo o amor próprio.

 

17 - Que mudanças esse tipo de tratamento pode causar ao paciente?

As mudanças em termos psicológicos, fisiológicos e comportamentais são as mais variadas possíveis: de pensamentos, sentimentos e atitudes, tendo uma maior percepção de si e do ambiente que o rodeia, possibilitando um maior controle sobre a vida. É claro que a hipnose por si só não basta, é necessário termos conteúdos humanos para repassar aos pacientes, pois este deve ser um trabalho não só terapêutico, mas também didático. Entretanto, vale salientar que com a elevação da auto-estima de um paciente, seu metabolismo passa a dar respostas imediatas, melhorando sua capacidade neurológica, imunológica e endócrina, entre outros fatores.

 

18 - Como as técnicas hipnoterápicas ajudam a vencer medos, fobias e síndromes?

Normalmente nas diferentes fobias, o que temos é um medo irracional de algo específico ou de lugares. Por algum motivo, este paciente desenvolveu a fobia; desta forma buscam-se quais foram as causas que o levaram a este medo. A partir disso, por meio da hipnose desenvolvem-se novas aprendizagens que possibilitem o enfrentamento e superação deste(s) medo(s).

 

19 - Como a hipnoterapia pode reverter o quadro emocional da ansiedade?

Estudos sobre o assunto têm sido efetuados desde a mais remota Antigüidade e a constatação de reversão do quadro emocional da ansiedade é evidente desde os tempos de Aristóteles.

 

Sacerdotes, magos e feiticeiros da pré-história curavam pacientes contando-lhes histórias de uma forma muito parecida com o procedimento hipnótico.

No Egito de cinco mil anos atrás, os famosos templos do sono eram os locais onde os pacientes eram submetidos a passes hipnóticos muito semelhantes aos dos centros espíritas de hoje.

 

Em todos os casos, o hipnoterapeuta, ou como o queiram chamar em cada época, toma conhecimento dos detalhes da história do paciente com muito mais rapidez do que em um processo de terapia tradicional, podendo identificar com relativa facilidade, as razões principais para o seu estado de ansiedade.

 

A partir daí, o processo de tratamento vai depender do terapeuta, mas já com pleno conhecimento da realidade do paciente e podendo escolher sua linha de ação com muito mais facilidade.

 

HIPNOSE CONDICIONTIVA

 

A Hipnose Condicionativa trabalha dentro de quatro vertentes básicas: Condicionamento Interno (fisiológico), Condicionamento Externo (meio ambiente), Descondicionamento e Recondicionamento de registros mentais, implantadas na forma de “gatilhos” e "bloqueio de registros mentais negativos", atendendo as mais diversas situações e necessidades, sempre trabalhando o lado positivo da mente, possibilitando a multifuncionalidade e multiaplicabilibade das técnicas.

A terapia por Hipnose Condicionativa necessariamente deve ser presencial e aplicada por profissional que tenha formação pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia.

As técnicas de CONDICIONAMENTO MENTAL- HIPNOSE CONDICIONATIVA, é  exclusividade do Instituto Brasileiro de Hipnologia, com todos direitos reservados – Registro IGAC-MC 4396/2006, para todos os 163 paises membros da convenção de Berna, colocado em disponibilidade aos Conselhos Federais, Estaduais e Regionais de Psicologia, Medicina e Odontologia, inclusive aos profissionais das áreas de Educação, Recursos Humanos, Técnicos Desportivos e Direito Criminal, assim como no âmbito acadêmico em geral, para aplicação clínica.

Este artigo foi extraído da Apostila Introdutório do Curso de Hipnose Condicionativa e reserva os Direitos  Autorais ao Prof. Luiz Carlos Crozera.

 

Pollyane lattmann- Psicóloga com Formação em Hipnose Condicionativa

CRP-SC 12/09203  CRP-PR 08/ IS 442 

CONTATO- 41- 9132 3010

 

O CFP aprova e regulamenta o uso da hipnose como recurso auxiliar de tratamento do psicólogo, conforme Resolução CFP N 013/2000